sábado, 23 de fevereiro de 2013

Raquel Trindade - A Kambinda



Raquel Trindade Souza, a Kambinda, é a filha mais velha do grande poeta negro Solano Trindade. Pintora, dançarina, coreógrafa, grande conhecedora da história e cultura afro-brasileira, é considerada uma das maiores griots (guardiões do conhecimento) vivas no Brasil. Fundadora do TPST (Teatro Popular Solano Trindade) e da Nação Kambinda de Maracatu, sempre ministrou cursos e oficinas livres por todo o país, principalmente no Embu das Artes, onde segue enraizada. Casou-se oito vezes, amores que lhes deram três filhos – o compositor Vitor da Trindade, a artista culinária Regina Célia e a escritora dançarina Dadá, e sete netos de sangue (dentre os quais o rapper Zinho Trindade e o percussionista Manuel). Autora de Embu: Aldeia de M’Boy (Noohva América), atualmente ela administra o TPST e seus projetos, além de estar elaborando um novo livro sobre danças de origem bânto chamado Urucungos, Puítas e Quijenges.
 Fonte: www.artistasdeembu.com.br
 

Malcom X




Malcolm X foi um dos maiores representantes na defesa dos direitos dos negros nos Estados Unidos.
Nascido no dia 19 de maio de 1925 na cidade de Omaha, Malcolm Little era filho de Earl Little e de Louise Little. Quando tinha apenas seis anos de idade, seu pai, que era membro da Associação Universal Para o Progresso Negro, foi brutalmente espancado e jogado na linha do trem. Com o corpo quase partido ao meio, faleceu em seguida. A mãe era filha do estupro de uma mulher negra por um homem branco, o que a fazia ter uma cor de pele mais clara e, por isso, conseguia empregos domésticos com mais facilidade. Louise assumiu o sustento da família de oito filhos, porém não dava conta com o que recebia e a família chegou a uma condição de indigente. Negava sempre em oferecer seus filhos para adoção e o governo dos Estados Unidos passou a questionar sua sanidade mental. Por fim, os dois irmãos mais velhos foram deixados à própria sorte e os demais foram adotados. Era a separação da família.

Malcolm Little, que ficou conhecido como Malcolm X, tornou-se um bom aluno. Mas, após ser desacreditado por um professor, mudou-se para Boston e assumiu uma vida boêmia. Teve uma companheira negra chamada Laura, mas a trocou por uma mulher branca de nome Sophia. Mesmo após Sophia se casar com um homem branco, Malcolm continuou sendo seu amante. O jovem Malcolm fingiu-se de louco para evitar o serviço militar e teve vários empregos, frequentou ambientes de crime e prostituição. Não tardou para que ele também se tornasse traficante e cometesse os primeiros assaltos. Malcolm foi jurado de morte no Harlem e um amigo seu providenciou para que voltasse a Boston. De volta a esta cidade, formou um grupo com o amigo que morava, Shorty, e Sophia e sua irmã para assaltar casas. As primeiras investidas foram favoráveis ao grupo, mas eles foram descobertos e presos. Coube a Malcolm a maior pena entre eles, onze anos de cadeia.

Malcolm era conhecido como Satã na prisão por apresentar uma postura rebelde e anti-religiosa. Mas, por influência do irmão Reginald, converteu-se ao islamismo. Foi transferido, então, para uma cadeia de reabilitação profissional e tornou-se um leitor faminto de sua biblioteca. Recebeu da Nação do Islã o “X” para o seu nome que teria sido revelado por Deus como nome verdadeiro de sua família, ficando conhecido como Malcolm X. Teve um crescimento muito rápido dentro da Nação Islã e foi nomeado ministro do principal templo estadunidense, o de Nova York.

Malcolm X casou-se com Betty e dedicou-se a trabalhar pelo crescimento da Nação do Islã. Foi fundador de um jornal sobre muçulmanos negros, o que lhe rendeu convites para falar em programas de rádio e TV e em universidades. Tornou-se uma personalidade mais conhecida que Martin Luther King e o próprio presidente John Kennedy, o que despertou o ciúme dentro da Nação do Islã. Os muçulmanos negros conspiraram para que ele parecesse um traidor e o resultado foi seu banimento da Nação do Islã. Após sofrer tal humilhação, foi à Meca para conhecer melhor o Islã e iniciou uma nova fase em sua vida. Voltou aos Estados Unidos e fundou a Organização da Unidade Afro-Americana que não se tratava de um grupo religioso e tinha o objetivo único de unir os afro-americanos.

Malcolm X se destaca na história dos Estados Unidos no século XX por ser um negro de grande repercussão e que defendeu os direitos da comunidade negra. Adepto ao islamismo, acreditava que a violência poderia ser usada para se defender. Percebeu que a questão do negro não estava ligada apenas a um fator religioso, mas tinha relação com a estrutura do capitalismo. A organização que fundou passou a assumir o socialismo e foi muito influente nas ações do movimento negro da década de 1960. Lamentavelmente, Malcolm X foi assassinado no dia 21 de fevereiro de 1965 ao receber 16 tiros no peito na sede de sua própria organização. Malcolm tinha apenas 39 anos, possuía quatro filhos e sua esposa estava grávida de mais um.
Fonte: malcolmx.com

E voce, sabe o que é?


Quem é que vai pagar por isto?

Cento e trinta e três jovens de 12 a 18 anos correm risco de serem assassinados até 2016 em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Os números foram revelados na última quinta-feira (13), em uma pesquisa do Governo Federal. A cidade é a quarta mais perigosa em todo o estado quando se trata de homicídio entre jovens.
O índice de homicídio na adolescência, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (Unicef), Observatório de Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), projetou o número de jovens que não vão completar 19 anos até 2016. Os números são baseados em dados do Sistema Único de Saúde (SUS).
Cabo Frio é a cidade do interior do estado do Rio que mais preocupa. A pesquisa mostra que 5,6 a cada mil jovens, de 12 a 18 anos, do município serão mortos no período entre 2010 a 2016. O índice é quase o dobro da média nacional: 2,98. A cidade é a quarta mais violenta no levantamento. Perde para Itaguaí, onde o índice é de 6,36; Duque de Caxias, 6,35; e Niterói, com 5,78.
O estudo mostra que as mortes vêm acompanhadas das desigualdades sociais. Geralmente, correm mais risco de serem assassinados jovens do sexo masculino, negros e moradores de favelas, regiões com tendência de serem mais violentas devido ao crescimento populacional.
No município de Cabo Frio, para tentar frear essa violência, projetos de inclusão social são implantados desde 2009, quando a cidade foi apontada a 16ª em violência contra jovens no Brasil. O novo levantamento que coloca a cidade entre as quatro primeiras do estado, comprova que estaas ações precisam ser reforçadas e ampliadas.


Fonte G1


Os dados são alarmantes, e carecem de maior participação e pesquisa popular na elaboração dos projetos sociais com enfase no combate a esta violencia. É preciso pensar o caso como responsabilidade das esferas federais, estaduais e municipais. O Estado pode e deve contribuir com o município para combater esta triste realidade.

Nossas crianças estão se estudando na escola?

A Lei 10.639/2003 está completando dez anos sem ter sido efetivamente implantada nas escolas. Muito por desinteresse do setor e pelo preconceito impregnado, que a trata como uma 'lei menor'. Afinal, o que mais justificaria o descumprimento da mesma? Por questão de religiosidade ou pura ignorancia, deixa-se de apresentar aos alunos a riqueza da História da África, os pilares raciais da construção do Brasil tal como o conhecemos, as belas heranças culturais, a ancestralidade... Nosso papel enquanto cidadãos é exigir o cumprimento da mesma e fiscalizar a metodologia de sua aplicação ao menos no ambito de nossas relações (escola dos filhos, ambiente profissional dos educadores, etc..). As conquistas do povo preto não surgiram graciosamente: muitos profissionais, políticos e militantes deram muito de si para que esta Lei fosse sancionada. Então, façamos juz a esta luta: 10.639 já!

Sejam muito bem vindos.


Pensando em ampliar espaços para nossas questões, estarei a partir de agora sempre por aqui, trazendo notícias, informações, assuntos que mereçam nossa atenção, para que possamos livremente abordá-los num cantinho muito nosso. Um espaço com a nossa cara, onde nossa opinião sobre cada tema é o que vale. Quero te encontrar sempre por aqui.
Andrea Tinoco.